Posts Marcados Com: Regina Magalhães

B&P na TV Vanguarda

Nossos meses de janeiro e fevereiro parecem ter seguido o ritmo de final de ano e as coisas por aqui não pararam.

Preparamos o fechamento de dois belos projetos (logo mais daremos notícias), mergulhamos na escrita e edição de mais dois livros e ainda tivemos a oportunidade de conversar com Carlos Abranches, em seu programa Vanguarda Comunidade, veiculado pela TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba.

O convite para Regina Rapacci falar sobre registro de memórias e histórias de vida foi uma alegria para nós. Além disso, tivemos o privilégio de reencontrar duas clientes que já passaram por nós e carregam hoje suas histórias (empresa e família) eternizadas no papel.

Sem mais delongas, aqui seguem os três blocos do programa:

Vanguarda_bloco01

Bloco 01

Vanguarda_bloco02

Bloco 02

Vanguarda_bloco03

Bloco 03

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Lançamento – Paviloche 25 anos

Todo livro tem um sabor diferente. Mas se for para falarmos em termos literais, este no qual contamos a história da Paviloche – marca de sorvete localizada em Joiville, Santa Catarina – dá água na boca de qualquer um. É que além de todos os ingredientes que constroem uma história, como coragem, perseverança, acertos, erros, lições e união, o fio condutor desta narrativa são essas delícias geladas!

Seu Jair e dona Ivete Pavinato rumaram da confecção de linhas e lãs que aqueciam as pessoas no inverno para a fábrica e lojas de sorvete que nos refrescam no verão (bom, e no friozinho também, por que não?). Mudaram do Rio Grande do Sul para Santa Catarina, onde recomeçaram quando já tinham mais de 40 anos. Construíram uma marca de sucesso que, além de completar 25 anos em 2015, é honrada pelos filhos do casal, Douglas, Doriane, Diógenes e Diego.

Celebramos por ouvir e contar mais uma história que agora está eternizada em livro! Está garantida a perenidade de tantas passagens que trazem significado para as atuais e próximas gerações, além de resignificar para aqueles que a vivenciaram desde seus primeiros anos. Que o futuro continue sendo próspero e saboroso!

Paviloche 01

Abaixo, o prólogo do livro Paviloche 25 anos – Uma história de sabor, harmonia e felicidade:

“Era uma tarde quente qualquer no distrito de Ipiranga, na pequena cidade de Getúlio Vargas localizada no interior do Rio Grande do Sul. A correria da gurizada era daquelas que dispara o coração de tanta liberdade. O menino, por volta dos seus sete anos, repleto de entusiasmo, brincava com os amigos ao redor de um bar onde, nos finais do dia, depois da jornada de trabalho, agricultores locais se encontravam para jogar conversa fora e tomar um trago.

Após a brincadeira, os garotos suados, invariavelmente entravam no estabelecimento e pediam aos pais uma moeda para comprar um picolé feito pelo próprio dono do lugar. Embora os colegas rodopiassem ao seu redor, naquele dia, como em tantos outros, o menino estava só. Ao seu lado não havia nem seu pai e nem ninguém que lhe oferecesse a delícia gelada. Ele, apesar de tentado, também não pedia. Enquanto todos se refrescavam, chupando picolé, a ele – entre seus sentimentos e silêncio – restava apenas chupar o dedo.

A ingrata privação trouxe um amadurecimento precoce para o menino, mas de forma alguma lhe roubou a alegria. Ao contrário, trouxe a determinação em ser alguém na vida, alguém feliz! Ali, Jair fez um acordo consigo mesmo: “Quem pagará meu picolé serei eu”. E assim foi.”

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Escuta em ação!

Pav01

Uma grande etapa dos nossos livros é a que chamamos de imersão. É nela que conversamos com os envolvidos na história, vamos até eles e observamos também os lugares que os rodeiam. Para um livro empresarial não é diferente.

Desde o segundo semestre do ano passado A Biografias & Profecias tem ido a Joinville para contar uma história deliciosa!

Regina Rapacci Magalhães (à esquerda) e Frederico Boldrin Ferraciolli (à direita) passaram alguns dias lá ouvindo fundadores, colaboradores e parceiros desta empresa. A imersão contou também com um passeio pelos escritórios e produção. Todo este material – que ouvimos, observamos, sentimos… – será matéria-prima para um livro daqui alguns meses!

Mais para frente, contamos mais novidades…

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Lançamento do livro No caminho da precisão

O caminho até a conclusão de um livro é de muito trabalho e dedicação. Quando nos deparamos com o momento da festa de lançamento de uma obra escrita (Fred Linardi) e editada (Regina Magalhães e Rodrigo Casarin) por nós, somos tomados por uma grande alegria. Presenciamos também a emoção dos clientes, assim como daqueles que fizeram parte da história ou que assistiram mais de longe à trajetória que agora poderão conhecer melhor com a leitura do livro.

Ontem foi o dia de brindar com a Mectron, uma empresa de tecnologia que mostrou para nós um mundo tão desconhecido pelo público quanto controverso. Chamou-nos para contar sobre seus primeiros 20 anos. Foi uma das histórias mais inusitadas com a qual já nos deparamos, como mostram as palavras de Regina Rapacci Magalhães proferidas no evento ocorrido em São José dos Campos:

Boa noite.

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer – em meu nome e em nome do meu sócio Fred Linardi, autor da obra – o convite por estar aqui.

Esta fala tem a ver com descobertas.

Quando o Salvador me chamou para uma conversa, a Mectron já estava noiva da Odebrecht e às vésperas dos seus primeiros 20 anos.

Vim curiosa e, por mais que negasse, trazia alguns preconceitos na bagagem. O que é que uma empresa que faz míssil queria falar com uma editora que eterniza memórias que inspiram histórias? O que de inspirador havia de existir no tema mísseis? Para minha surpresa, no hall de entrada estava a imagem do Cristo na Cruz e, nas paredes, ao lado da mesa, desenhos de crianças na sala.

Naquele dia, tive uma aula de cidadania com o Salvador. Como é que eu, uma mulher mais que formada, ainda não tinha parado para pensar na segurança nacional? Como até ali eu era tão alheia a essas questões?

Saí orgulhosa por entender que, apesar do nosso imenso território e apesar de nossa tendência a receber com pouco senso crítico o que vem de fora, eu poderia dormir sossegada porque, graças ao trabalho em harmonia, de militares e civis, governo e indústria, ninguém iria invadir o meu país. Ainda assim o tema se ligava à guerra. E guerra não é um assunto inspirador.

Muito bem. Viemos para uma segunda reunião. Explicamos o quanto seria importante para nós poder fazer ao longo do projeto, além das perguntas esperadas, também aquelas que pulsavam internamente. Por exemplo, tocar no assunto exportação. Toparam. E que o tema guerra também não fosse um tabu. Toparam. E então, mergulhamos de cabeça.

O mundo militar também foi uma novidade. Até então, nunca havíamos chegado tão perto. Mais do que patentes, encontramos homens brilhantes, comprometidos com um propósito, transbordando paixão e respeito com seus papéis, mesmo os que já estão na reserva. Assim igualmente sentimos com cada colaborador que encontramos ou entrevistamos.

Tamanha é a gentileza que pairava no ar, que uma vez o Fred, tentando definir a leveza e carisma das pessoas, resumiu suas impressões: “A Mectron tem uma atmosfera que poderia ser uma fábrica de chocolate!”.

Com todo seu potencial, importância e talento, como aquela empresa tinha tamanha simplicidade em seu DNA? Simplicidade de nobres. Mas, ainda estávamos em conflito.

Então, eu e o Fred, chamamos um filósofo para um papo. Por que ainda nos sentíamos assim? E foi aí que tudo ficou mais do que claro. Na condução da conversa, percebemos que o tema é sim polêmico. Mas a forma como estes fundadores o trataram, desde o início da empresa, sempre foi pelo amor à pesquisa, à Pátria, ao conhecimento, à tecnologia que dê sustentação para um desenvolvimento que não abrace apenas o que é mecânico. A Mectron também se preocupa com o desenvolvimento humano e que ele seja agraciado com tudo que derive desta tecnologia de precisão, produzida em solo nacional. Foram estes os sentimentos que levaram estes homens de alma empreendedora, superar as condições espartanas que muitas vezes tiveram de enfrentar, tendo sempre ao seu lado uma brava gente, um time de colaboradores fiéis, comungando forças a cada obstáculo, ainda que representassem significativos sacrifícios. Pois bem, o segredo de tudo isso estava na intenção destes cinco sócios, que não passava pelo simples desejo de poder.

E aí, olhando a complexidade do mundo, fomos preenchidos pela gratidão e orgulho do nosso país, da nossa inteligência, da nossa riqueza e de tudo que ainda vamos conquistar.

Então, alguém precisa sim pensar na segurança da nossa Nação, do nosso povo, na defesa de nossos interesses, na garantia de proteção.

Deste projeto, saímos mais brasileiros e mais responsáveis. Nisso tudo, qual o nosso papel como cidadãos? Essa é a pergunta que deixamos aberta aos leitores. Não devemos abrir mão de refletir, de participar e acompanhar decisões que, apesar de fugirem ao nosso cotidiano, são tão importantes quanto o mundo material e espiritual. Afinal, com este livro descobrimos que, entre esses dois mundos, o céu e a terra, existe a Soberania Nacional!

Ao nosso Brasil e à Mectron, agora com o sobrenome Odebrecht, um futuro de paz e prosperidade.

Obrigada.

Lançamento_Mectron_cortada

Início do primeiro capítulo:

Se alguém acreditava que as previsões de conflitos não seguiriam adiante, a realidade se impôs ao próprio cotidiano. A verdade estava diante do olhar de todos que observavam um movimento diferente nas ruas de Bagdá. Moradores da cidade saíram para fazer compras esvaziando as prateleiras do supermercado. O Edifício 9 do Conjunto al Salhia, assim como outros prédios da capital iraquiana, recebeu militares que instalaram baterias antiaéreas em seu telhado. Apesar das notícias, dos possíveis riscos de ataque, tudo indicava que a situação não era para pânico. A única certeza que tinham os brasileiros, russos, americanos, tailandeses, egípcios e outros estrangeiros que viviam no Iraque era de que o presidente Saddam Hussein havia decretado uma invasão ao pequeno Kuwait na madrugada do dia 2 de agosto. As primeiras consequências foram o embargo econômico internacional e o decreto da ONU para que estrangeiros deixassem o país assim que possível.

Mas o possível dependia das regras do governo socialista do ditador árabe. Como de praxe em vários países, todos os estrangeiros que permanecessem por mais de 30 dias no Iraque precisariam de um visto para deixar o território. Em possível zona de guerra, as regras não mudaram. Naquele segundo semestre de 1990, quando os jornais noticiavam para o mundo as possibilidades da Guerra do Golfo, jornalistas internacionais ficaram loucos para entrar em solo iraquiano e desempenhar seus trabalhos. Enquanto isso, milhares de estrangeiros que trabalhavam no país passaram a rezar, cada qual na sua fé, para conseguirem seus vistos de saída, o mais rápido possível, antes que a provável guerra se deflagrasse.

(…)

Como sempre, primamos tanto pelo conteúdo quanto pela “embalagem”. O projeto gráfico foi realizado em parceria com Marcelo Casalecchi e ilustrações de Nicolas Cares, integrantes da equipe da ArteMidia.

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Lançamento: Revista do Circo Navegador

Respeitáveis leitores,

É com grande alegria que anunciamos o primeiro trabalho que a Biografias & Profecias publica em 2013: Circo Navegador – uma história de prosa e verso.

Prestes a completar os seus 15 anos de existência, tivemos contato com o Circo Navegador através de Luciano Draetta, um de seus integrantes e idealizadores. Ao ver nossas obras anteriores e conhecer o nosso jeito de trabalhar, Draetta ficou interessado em registrar a memória do Circo Navegador conosco! Sugeriu que fizéssemos algo mais sucinto que um livro. Bastava uma revista, que representasse a alegria da celebração e o compartilhamento deste orgulho com seu público, que poderia lê-la após sair de suas apresentações.

O prazer para a Biografias & Profecias foi do tamanho do maior espetáculo da Terra! E o desafio foi quase igual ao do globo da morte! Como escrever tantas histórias dentro de uma pequena revista? Então, a gente aprendeu com o próprio circo, que consegue transmitir sua essência, emoção e alegria sob as maiores lonas e holofotes ou na menor das pracinhas da cidade, de baixo de chuva.

Regina Magalhães aprendeu a arte do picadeiro na prática, frequentando as aulas de Yoga e Circo oferecidas por eles. Empolgadíssimo com o projeto, o autor Fred Linardi, que estuda o mundo dos palhaços há alguns anos, mal acreditava no que caíra em suas mãos. Ao ficar mais próximo dessa história, soltou a escrita e narrou as memórias deste circo misturando prosa e verso. O texto caiu nas mãos de Davi Elia, que fez uma diagramação arrebatadora!

Para quem quiser conferir, o Circo Navegador disponibilizou todo o conteúdo em seu site, onde também é possível fazer o pedido para receber a revista impressa na sua casa!

Download da revista completa em:
http://www.circonavegador.com.br/downloads/

 

Capa da revista.

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Biografias & Profecias eterniza história da Pampili

Pampili1No dia 29 de novembro tivemos mais um motivo de orgulho para o portfólio da Biografias & Profecias. Em noite de festa, alegria e muito brilho, a Pampili lançou o livro que conta a história dos 25 anos dessa marca que mergulha como ninguém no universo das meninas.

Foram meses de entrevistas com os fundadores e colaboradores, visitas à fábrica e escritórios onde todo o mundo cor-de-rosa da Pampili é pensado e realizado. O livro Dos pés ao coração é o resultado de um esforço em conjunto de Silvia Noara Paladino e Regina Magalhães, que escreveram a quatro mãos ao longo deste ano. Para dar beleza ao livro, contamos com a arte de Davi Elia, da ArteMidia, e as ilustrações de Bianca Maretti.

A festa de lançamento, ocorrida na sede da Pampili, na cidade de Birigui, concretizou o desejo de celebrar uma história que agora está eternizada!


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Lançamento do livro De Sonhos e Obras

Novo livro da Biografias & Profecias conta a história dos 25 anos da construtora Teixeira Pinto.  

Concluir um livro e compartilhar este trabalho com os protagonistas da história e com seus leitores é sempre um momento muito especial. É quando a nossa missão se conclui, depois de meses em que nossa equipe fica imersa nas entrevistas, cenários e pesquisas relacionadas à história que o cliente deseja eternizar.

A noite de 13 de novembro foi um desses momentos, quando para nós da Biografias & Profecias vem a sensação de dever cumprido e a expectativa de que o que está escrito inspire mais e mais jornadas para quem as ler hoje, amanhã ou daqui a muito tempo.

Pensando na celebração de seus 25 anos, a Construtora Teixeira Pinto, da cidade de Taubaté, nos chamou para mergulharmos em sua memória.

Foram meses conversando com os f undadores, parceiros de longa data, colaboradores do escritório e das obras. Do financeiro à engenharia; do escritório ao canteiro… É muita história para contar! Ouvimos com cuidado e respeito e transformamos em literatura no livro De sonhos e obras.

Fred Linardi, autor do livro, e Regina Magalhães, editora, celebram o lançamento em noite de grande festa no Museu Mazzaropi, em Taubaté.

Abertura do evento com participação de Roberto Tranjan, seguida das palavras dos colaboradores e fundadores da Teixeira Pinto.

Início do primeiro capítulo:

Embasar

Ao amanhecer, em Taubaté, o silêncio é quebrado. Num terreno, entram máquinas, ferramentas e peças pesadas. O solo, liso e inerte, aguarda prontamente para ser perfurado. Em troca, levanta a poeira que preenche o espaço, a vista e a respiração. É a resposta por ter sido despertada a grossa camada de chão duro e adormecido. É preciso força para ganhar a luta que será travada superfície abaixo. Tudo começa com o fim da mansidão.

Os engenheiros têm a atenção voltada aos veículos que chegam, parecidos com tratores. O sol bate forte sobre os capacetes. Técnicos confirmam os dados colhidos na fase de estudos do solo. A partir de hoje, este espaço será um cenário para a coletividade.

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Morte e Vida, Saudade

Por Regina Magalhães

Era ainda cedo quando eu estava na Alameda Santos e, mesmo com o carro em movimento, inconsequentemente resolvi olhar o Facebook no celular. Sincronicidade ou não, para minha surpresa havia uma mensagem postada há minutos por minha amiga Karen: No puedo hablar mucho solo decir que hoy se murio mi hija Nathalia de 8 anos, despues de tanta lucha su cuerpo no aguanto y se murio como los angelitos, durmiendo. Se fue mi reina, mi amor y estoy segura que ella sera feliz ahora y descansara en paz. Gracias a todos los amigos que nos ayudaron todos esos anos de lucha. Estais en nuestros corazones y Nathalia lo sabe. Mi amor por ella sera eterno.

Meu coração disparou e imediatamente comecei a chorar, sentindo-me impotente e desejando estar ao lado de Karen e seu marido Javier, da pequena Sofia, de Dona Pilar e Seu Jovino – os avós. Por que não liguei mais? Por que não lhe escrevi sempre? Fui tomada por dor e culpa.

Tudo que pude fazer foi deixar-lhe uma resposta. Quis cancelar meu dia, deixar a vida de lado e, antes de me desmantelar com aquela notícia, uma enxurrada de lembranças invadiu minha mente.

Antes de Nathy vir ao mundo, pude ver o barrigão de sua mãe, quando estive em Oviedo para me recuperar do Caminho de Santiago, em 2004. Dormi no seu futuro quartinho e ansiosamente esperava a notícia da sua chegada, quando eu já estava de volta ao Brasil.

Então, ela nasceu e foi diagnosticada por uma sofrível doença. Os médicos a desenganaram, o padre do hospital já falava em extrema unção. Batizaram-na às pressas, vestindo-a com o um precioso vestido amarelo que pulsava o quão carinhosamente tinha sido feito pela madrinha de Karen. Quando sua morte parecia uma certeza, a pequena surpreendeu a todos, tirando ela mesma seu respirador e sobrevivendo. Começava aí uma história de amor e luta pela vida.

Quando Nathy foi para casa com seus pais, a relação de mãe e filha era a de um anjo cuidando de outro. Nunca ouvi Karen se lamentar. Nunca. Sempre a vi sorrindo. Sempre a vi conversando com a filha e captando suas respostas, apesar do silêncio. Karen abraçou a maternidade com leveza, alegria e com uma força interna esplendorosa para carregar os pianos da alma. De todas as mulheres que conheço, ela é um dos exemplos mais vivos de amor e, por isso, coragem.

Conheci uma criança muito maior que sua doença ou que seu limitado corpinho. A primeira vez que segurei Nathalia nos braços, ela suspirou e me apaixonei de vez. Ela irradiava uma luz especial e todos ao seu redor lhe deixavam brilhar. Ela refletia a luz do amor de seus pais. Sua boquinha e seu cabelo cacheado davam-lhe um ar de bonequinha. Não era raro alguém estranhar e se constranger com o modo que Karen e Javier a apresentavam ao mundo. Nunca sucumbiram à doença. Nathy ia a todos os lugares, passeava, viajava e ia para a sua escola.

Estava sempre impecável. Seu banho era um ritual que dava gosto presenciar. Primeiro porque algo em sua expressão mudava, relaxava, quando ela era colocada na água. Segundo, pelo banho de cremes, toques e cuidados que Karen amorosamente lhe aplicava. Depois, o penteado, a fivelinha… Cenas de amor que não consigo esquecer.

As complicações eram muitas e a desesperança dos médicos, imensa. Karen percebeu que não eram os doutores que decidiriam sobre o momento de passagem de sua filha, mas a própria Nathalia saberia sua hora.

Oito anos se passaram desde que Nathy chegou ao mundo e no dia 13 de novembro de 2012, ela faleceu dormindo, em casa, como um anjinho. Por mais que esperássemos que isso acontecesse um dia (como acontecerá com todos nós), a notícia da sua partida deixa uma enorme saudade.

Querida, você me trouxe muitas lições e agora vive no coração de todos que a amaram, viveremos uma saudade compartilhada. Só posso reverenciar a vida por poder conhecê-la e ter sua mãe como grande amiga.

Assim, fui tomada por amor e gratidão. Enxuguei as lágrimas, encarei meu dia e segui firme para continuar contando histórias de vida, mesmo que a morte faça parte delas.

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Caçula

Por Regina Magalhães
É seu filho?

Ainda estranho a pergunta já feita mais de uma vez, mas devo reconhecer que ela não é de todo improcedente. Sorrio amarelo e respondo.
Quem vê o jovem alto e grande (leia-se um mix de forte e farto) com a barba cerrada e o franzir de sobrancelhas, o julga mais velho. Quando está sério, tem quase cara de mau. De gorro tricolor, então, que medo. E quando o celular toca evocando Don Corleone? E a luta marcial? Bobagem!  Não se iluda. No fundo, Rodrigo Casarin é um cara sensível, de coração maior que seu tamanho.
Aos 24 anos, reconhece na literatura um caminho para a  evolução humana por ser uma forma de conhecer as diversidades do mundo. Ao falar de Drummond, Dostoievski, Gay Talese, Jorge Amado,  ou qualquer talentoso escritor, ele o faz com intimidade e escreve em seu blog sobre tudo o que lê.
Outros quatro amores fazem parte da sua própria evolução: o time do São Paulo,  a arte de fazer cerveja, desbravar novos lugares e namorar a Bel. Então, é assim, ele rima letras e dribles; malte e gols, lúpulo e livros; Bel e destinos.
Na minha imaginação, quando ele “crescer” vai morar numa espaçosa biblioteca, com os mais variados e nobres títulos em diferentes línguas. Na cozinha, o espaço será dividido com fogareiros e panelas cervejeiras e por todas as paredes, imagens e símbolos das culturas e pessoas que conheceu ao redor do mundo, entre flâmulas do time…
Na multiplicidade humana, o singular carnívoro são paulino convive bem e harmoniosamente com vegetarianos e corintianos.  Para ele, diferenças são bem-vindas.
De raciocínio lógico e fala reta, vai direto ao ponto. Eu não. Eu olho, penso, sinto, sinto, penso e sinto mais um pouco e ele, se deixar, já foi e já voltou. Então, entre pulsos e impulsos, entre sua juventude bruta e o frescor da minha maturidade, formamos na escrita uma promissora dupla – tanto na autoria, quanto na edição. O desejo de contar histórias e contribuir com um legado na área literária da não-ficção nos une profundamente, é onde nossa essência se encontra. E ela se fortalecerá a cada história que ainda vamos contar.
Afinal, é seu filho?
Não, não é. Nós só nos conhecemos na Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), em 2009.  Ele não meu filho, é o caçula da dona Leonor e do seu Edwaldo.
Meu, ele é sócio!
Sorrio orgulhosa.

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As obras

Na semana passada vimos aqui no blog como a Biografias e Profecias nasceu. De lá para cá, muito fizemos para que nossa obra fosse sendo construída (uma tarefa impossível de enxergar o fim, tamanha a quantidade de boas histórias que precisam ser contadas).

Entre 2007 e 2008, os nomes de Regina Magalhães e Biografias e Profecias praticamente se confundiam. A idealizadora que tocou a empresa nos primeiros anos, escrevendo quatro Jóias de Papel. Em 2009, para o livro 10 anos da APFCC – O Preto no Branco e o Rosa no Branco, Regina, pela primeira vez, dividiu a autoria de uma obra. A co-autora foi Lilian Rochael, com quem também escreveu o livro Futura, publicado em 2010, primeira incursão da editora no ambiente corporativo.

Outras Jóias de Papel vieram, mas, além de obras pessoas, o foco da Biografias e Profecias passou a mirar também feitos institucionais. Por esse caminho, Regina Magalhães, dessa vez junto com Rodrigo Casarin, escreveu Plenamente – O bom em busca do belo – 7 anos, obra que retrata o primeiro setênio de uma empresa de desenvolvimento humano de São José dos Campos, e Luzir – Incandescendo o Vale do Paraíba, que conta a história de 14 empresas metanoicas do Vale do Paraíba.

O Luzir foi o último lançamento da editora, mas diversos livros estão no forno, alguns escritos por autores ainda inéditos, quase no ponto para serem lançados ainda em 2012.

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