Posts Marcados Com: Biografias

Lançamento – Reminiscências

Um dos trabalhos que nos marcaram neste ano de 2016  foi o livro de comemoração ao centenário de Amélia Costalonga Varejão.

Este belo projeto familiar já havia sido iniciado há anos, escrito em forma de fragmentos de lembranças ditadas por Amélia e escritas por sua filha, Maris Stella. Com o tempo, as memórias foram complementadas por outros familiares, como um tecido de histórias.

Todas essas narrativas estavam transcritas em dois cadernos e os filhos de Amélia sentiam falta de uma formatação para esse registro. Hoje, quando a memória da protagonista já não alcança tantos detalhes, o registro está garantido. O livro, chamado Reminiscências, foi o grande símbolo da festa de aniversário de seus 100 anos de idade, na presença de netos e bisnetos. Além de conter todo esse registro por escrito, há fotos de Amélia e cada núcleo familiar de seus nove filhos.

Para deixar o trabalho ainda mais completo, fizemos uma segunda encadernação – esta de páginas em branco – com o nome Mensagens, especialmente para receberem as palavras dos convidados durante a festa (além dos novos capítulos dessa história a serem escritos a mão pelos filhos a partir de agora).

Fica aqui nossa gratidão à Amélia e família pelo privilégio de realizarmos mais este projeto!

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B&P na Universidade Mackenzie

Em setembro fomos surpreendidos com mais um delicioso convite: participar da Semana da Comunicação do Mackenzie. O tema do bate-papo com os alunos do curso não poderia ser mais apaixonante para nós: jornalismo e literatura. E a alegria se completou ainda mais quando soubemos quem seria nosso parceiro nesta discussão: Edvaldo Pereira Lima.

A composição veio expor um feliz vínculo: Edvaldo, referência no assunto, com uma trajetória e contribuição internacional em termos teóricos e práticos; e eu, que há dez anos me formei no Mackenzie e pude levar aos alunos de hoje mais um exemplo de atuação no mercado de jornalismo e produção literária.

Uma das fontes das quais bebemos é Jornalismo Literário, que carrega em suas bases as relações humanas e um texto que reverencia com respeito as histórias narradas pelos personagens que a vivenciaram – algo que a mídia convencional se esqueceu de praticar nas últimas décadas. Foi sobre a conduta e o papel do jornalista que Edvaldo iniciou sua exposição de ideias, levando um horizonte mais amplo aos jovens que sonham em trilhar uma trajetória na literatura de não ficção.

Foi um presente estar ao lado deste que habita as bibliografias dos cursos de jornalismo e que foi também um dos meus mestres na pós-graduação em Jornalismo Literário – de fato, uma das referências na forma de se escrever e na proposta de um fazer mais humanizado e ético para o leitor.

Assim, abordamos também o próprio trabalho da Biografias & Profecias, que atende ao desejo (necessidade) ancestral que o ser humano tem em narrar, compreender e anunciar para os outros sua história ou histórias que o inspiram. Com isso, levamos alguns dos nossos livros e compartilhamos trechos de nossos trabalhos.

Mais do que a satisfação diária que temos em eternizar memórias, esta tarde nos alimentou ainda mais com o prazer de compartilhar nossa experiência. Que novas gerações se despertem para esta prática ancestral que hoje tem todos os recursos para que se realize com arte e perenidade. À Universidade Mackenzie, minha gratidão por este privilégio!

Fred Linardi

Fred Linardi, Edvaldo Pereira Lima e Marcelo Lopes, professor de jornalismo do Mackenzie e mediador da conversa.

Fred Linardi, Edvaldo Pereira Lima e Marcelo Lopes, professor de jornalismo do Mackenzie e mediador da conversa.

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O nascimento do Conto Biográfico

Eis que hoje vamos contar um pouco sobre nós mesmos…

Em 2012, durante umas das reuniões da equipe da Biografias & Profecias, começamos a pensar em maneiras de contar sobre a vida de alguém sem necessariamente abarcar toda a sua trajetória. Se a vida é feita por um conjunto de episódios, por que não contar sobre apenas um deles caso seja este o desejo de quem nos chama para escrever?

Foi então que refletimos por alguns dias tentando chegar a um nome para este produto. Foram várias sugestões, entre elas “bonsai”, já que se tratava de uma ideia de completude, mas num tamanho compacto. Só que não se encaixava muito bem. Primeiro, porque o nosso símbolo, essa arvorezinha do logo, já é um bonsai – cuja simbologia representa o nosso trabalho: uma vida cultivada ao longo de diversas gerações com intuito de durar um tempo imensurável, cumprindo o papel de um legado às gerações seguintes. O bonsai representa também uma vida toda – das raízes aos frutos – com toda a sua riqueza e que é possível pegar com as mãos.

Então, quando pensamos nas diferenças entre um livro que contasse uma vida inteira e outro que falasse sobre um episódio (um casamento, uma viagem, entre outros momentos), partimos da comparação de que um livro maior estava mais próximo de um romance (em termos de tamanho), assim como a história de um episódio se assemelhava à extensão de um conto.

Eureca! Tínhamos criado o nome para nosso próximo “filho” – O CONTO BIOGRÁFICO!

Sim, este é um termo que já existia antes, em outro contexto. No meio literário é comum haver a classificação de romance biográfico, caracterizado por uma longa história baseada na vida de um personagem real. Neste caso, tempera-se a narrativa com algumas pitadas fictícias. Da mesma maneira, se o escritor cria um conto baseado numa vida real, este é chamado de conto biográfico.

Diferente disso, o termo que encontramos para batizar nosso produto vinha de uma mera questão de tamanho, uma maneira simples para que nossos clientes entendessem as diferentes dimensões de conteúdo.

Logo naquele ano fizemos o primeiro Conto Biográfico na história da BP (este é nosso apelido entre nós – nossa abreviação), sobre o casamento da Renata e do Fred. Além da história deles, o livro conta com elementos visuais que remetem ao casal, assim como fotos e registros de imagens.

Hoje comemoramos o sucesso do formato, não só pela satisfação dos clientes e de seus presenteados, mas ao constatar que temos servido de inspiração para outros profissionais do ramo, inclusive sabendo que o nome de um produto nosso está se tornando, na verdade, um conceito.

Se um dos lemas da BP é inspirar, estamos conquistando muito mais do que esperávamos.

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Novo livro familiar!

E mais uma história vai começar! Regina Magalhães e Fred Linardi passaram um final de semana no interior de São Paulo entrevistando irmãos e amigos de uma família que chamou a Biografias & Profecias para escrever sua história familiar. Escutamos, perguntamos, escutamos mais, refletimos e, daqui meses, toda essa história estará escrita num livro de forma única, autoral, com fotos, cópias de cartas e documentos que até hoje estavam guardados no baú. Agora além dos filhos, os netos, bisnetos e assim por diante terão a história que jamais conheceriam não fosse esse resgate!
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Em campo

Uma das etapas mais importantes do trabalho que a Biografias & Profecias realiza é a imersão em campo, quando, dentre outras coisas, visitamos lugares onde a história se passa e entrevistamos personagens envolvidos nesta história. Nesta fase, também aproveitamos para captar a maior parte possível do material iconográfico das obras (fotos, documentos, cartas…). Um dos livros que atualmente produzimos está exatamente nessa fase e vejam só a quantidade de boas imagens que conseguimos em nossa última entrevista:

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Quando entrar setembro

Por Sylvia Beatrix Pereira

Na próxima “encadernação” quero nascer vaca leiteira e só parir bezerra!

Um sorriso se abre em flor me convidando a conhecer seu jardim logo depois de me fazer rir com esta frase.  É a primeira pessoa que conheço apaixonada por vacas. Tem uma coleção delas em pelúcia, pijamas estampados, bules, xícaras, açucareiros. “Elas são tão lindas!”.

Estou no Centro Paulus, em Parelheiros, setembro de 2010, no meio do nada de acordo com o GPS do carro. No extremo sul da cidade de São Paulo, bugios, borboletas e vagalumes são ouvintes curiosos. Guapuruvus, orquídeas, palmeiras, bromélias e raros espécimes de pau-brasil me cercam e acolhem. As buzinas, o cinza e a pressa, não tem permissão para entrar neste santuário. O tempo nos brinda com sua presença. Tenho uma xícara de chá nas mãos e a companhia de Regina. Acomodadas, ganho novo sorriso.

Aparentemente estamos só nós duas. Engano. Regina é uma trupe e seu nome, majestoso: Regina Marta Valeria Puccinelli Rapacci Kirst Magalhães. Ufa!

A prosa que iniciamos é boa, tem formato de poesia. Isso é muito novo para mim, sou concreta e linear; Regina, abstrata e curvilínea. Um passeio! A pessoa que está diante de mim com seus olhos castanhos, cabelos curtos e vivacidade de moleca, lapida o que vai dizer com apreço e cuidado. Tem por ofício as palavras e como dom, a escuta. Ela faz com que perto dela eu me sinta em casa.

Regina passa seus dias entre os santos, percorrendo a Rodovia Tamoios, colhendo relatos de vida, experiências que serão compartilhadas e memórias que serão eternizadas para escrever livros e semear aprendizados. Tarefa hercúlea para qualquer um, ainda mais se for casado. “Muitas vezes tomo café da manhã em São Sebastião, almoço em São José dos Campos e termino o dia em São Paulo”. Isto só é possível pois tem como parceiro de vida o Alex e como fiel escudeira Meg, a labradora. Eles são as raízes de sua vitalidade e o apoio para construir seus sonhos. Despedir-se é sempre difícil, não raro com lágrimas. Seus amores, a casa e a brisa do mar ficam à espera do novo reencontro. Assim como ela.

A xícara de chá ainda não terminou e sinto como se fôssemos amigas de infância. Em nosso bate papo, descobrimos que acreditamos em caminhos e pessoas e apresentamos, uma à outra, frações de nosso passado. “Cada um de nós é o herói de sua própria jornada e toda história merece ser contada. Essa é a minha inspiração”. E como ela faz isso bem! A começar pelas histórias de sua família, onde consegue misturar dor com humor, pitadas de carinho e doçura, colheradas de respeito e admiração e a dose certa de sofrimento e aprendizado.

Fala de D. Nena com admiração e lágrimas nos olhos. “Recebi muito amor”. Sente saudades do abraço materno, reconhece os ensinamentos passados e o amor recebido. Mas sempre falta uma palavra…

Seu Lelé, permanece firme mas não tão forte, entre a Santa Casa de Lucélia e os cuidados da filha mais velha, Ana Maria Javouhey. Seu pai continua criando causos, dando trabalho e arrancando gargalhadas, vivendo seus 80 anos até a última gota! Terá sido com eles que Regina aprendeu que a vida não segue script?

A juventude de fartura e abundância poderia ter criado uma mulher com valores questionáveis. Nada mais longe da verdade. A jovem que ganhou a contragosto um Chevette completo aos 18 anos e não precisava se preocupar com a cor do saldo em sua conta corrente, é generosa, acolhedora e consciente de suas responsabilidades. Consigo e com os outros.

Tomo emprestadas as palavras de Manoel de Barros para dizer que Regina voa além de suas asas. Já percorreu caminhos sagrados como o de Santiago de Compostela, ficou à deriva em águas brasileiras e hoje dá cambalhotas e faz acrobacias no circo. Em seu coração há espaço para palhaços, como o Fred, yogues que tocam a cabeça com os pés e são lindas, como a Silvia Noara, cervejeiros e são paulino roxo, como o Rodrigo, e interculturalistas em busca de poesia, como eu. Carma, flor, vai dar tudo certo!”.

É difícil explicar o que fez com que, dentre 20 e tantas pessoas que estavam juntas pela primeira vez, uma em especial tenha me chamado a atenção. Nem mais bonita nem mais feia, nem mais alta nem mais baixa, nem mais magra nem mais… bom, talvez aqui tenha alguma característica particular, mas certamente não foi o que se destacou para mim. Se fosse para escolher uma coisa só, ficaria com o sorriso, solto, fácil, às vezes nublado, sempre encantador.

Alguém que sorri em flores, só poderia ter nascido em setembro.

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Abuse da leitura durante o feriado!

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Nascença

Fred Linardi

Ao descer pela rua depois de sair de um ônibus que me deixou na Avenida Santo Amaro, na altura da Vila Olímpia, caminhei pelo trecho de volta para casa remoendo dezenas de ideias que passavam pela minha cabeça. Não conseguia entender minha indignação. Afinal, sair do interior para morar em São Paulo era para causar a inveja em muitos. Só que, naquela primeira semana de agosto, nada sinalizava que a experiência seria tão prazerosa quanto aparentava.

Era o ano de 2001 e minha vida começava a mudar, mesmo sem que eu percebesse com clareza. Havia passado no vestibular de jornalismo do Mackenzie. Meu pai vibrou com a ideia do caçula morar em São Paulo. Meu irmão mais velho, Luciano, já estava por aqui há uns meses. Com minha vinda, dividiríamos o apartamento de um prédio que ficava perto de onde ele estudava (e a 10 quilômetros da minha faculdade). Eu, com menos de um ano de experiência no volante, vim para São Paulo sem cogitar em dirigir pelo labirinto de ruas ocupadas por motoristas loucos e irresponsáveis.

As proporções da cidade me fascinavam. Tudo era imenso, os prédios diferentões, as pessoas… se via de tudo na rua. Se via de tudo também no penoso trajeto que eu teria que fazer diariamente, de pé, na linha de ônibus que ia do Terminal Santo Amaro para o Terminal Princesa Isabel. O itinerário sugeria que todos, sem exceção, chegariam a seus destinos realmente em fase terminal. Era difícil encontrar espaço para simplesmente entrar no coletivo. E, no meu ponto de descer – mais ou menos no meio do percurso – era difícil sair para a calçada libertadora. Era inconcebível para alguém do interior a ideia de levar mais que 15 minutos para fazer um percurso de 10 quilômetros. E eu no ônibus, de pé.

Na primeira semana de aula tivemos que ler um texto chamado O acaso dos nossos encontros seria determinado? – um capítulo de um livro chamado Os alimentos do afeto. E eu só pensava que diabo fazia numa metrópole, onde as pessoas pareciam não se encontrar, apesar de dividirem espaços de forma tão invasiva.

Depois de ser jogado para fora do ônibus, descer a rua ruminando pensamentos negativos, cheguei em casa e deitei na cama atônito. As perspectivas não tinham graça. Fazia tempo que eu não chorava. Talvez por aquele motivo até fosse a primeira vez. Não sentira isso nem mesmo quando passei onze meses fazendo intercâmbio, longe de todos que levei 17 anos para conhecer. A impressão que tive ao mudar para a capital foi a de ter tudo e nada ao mesmo tempo. A proximidade e a distância. Nunca me sentira tão isolado, mesmo estando apenas pouco mais de 100 quilômetros da minha cidade. A presença e ausência. Meus amigos pareciam estar para trás. E, de certa forma, ficaram. Foi difícil de entender, mas voltar seria algo insensato.

Hoje, ao olhar pela janela do meu escritório, no apartamento onde moro, ainda em São Paulo, vejo o cenário vibrando com o movimento lá fora. A cidade que pulsa trabalho tem sido assim há décadas, mas quando a vejo através do vidro, me remete aos últimos onze anos que se passaram, o tempo que assistiu à minha chegada nesta cidade que, apesar dos pesares, não me deixa partir. Minhas inquietações ainda existem, mas – ainda bem – não são mais as mesmas.

As vistas das janelas também mudaram. Saí da Vila Olímpia para um simpático prédio na Rua Bela Cintra. Passei a segunda metade da faculdade indo às aulas a pé, sentindo-me o mais privilegiado dos seres por este motivo. Até que, no último semestre, constatei que as coisas faziam sentido nas situações mais absurdas, quando conheci minha futura namorada, hoje já minha esposa, pela janela do meu quarto. Eu, do bloco B, acenei para uma garota de um dos apartamentos do bloco A. Ela respondeu e foi assim que outra história começou. Hoje nossa narrativa continua em outro prédio. Dividimos o mesmo espaço, que nos oferece outra vista.

Dentro de casa, escrevo meus textos para os livros e algumas revistas. A janela é outra. A cidade é a mesma. Depois de tantos anos, sei que fugir disso tudo não seria a solução. As andanças não entendem o que é uma fuga, pois se fugimos para por o fim numa história, acabamos construímos novos pontos de partida.

É uma sorte para todos nós os ângulos se mudarem, as histórias se fazerem e os encontros, de fato, se concretizarem. Estaria tudo determinado?

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Dia da gula

Por Regina Magalhães

Hoje é o dia da gula e esta data me faz lembrar de uma  entrevista para um livro. A filha contava que sua tática para espantar a tristeza era preparar a torta de palmito que sua mãe fazia quando ela era criança.

Todos nós temos um sabor que marca nossa história. Eu tenho um sabor que me remete ao amor: o bolo de chocolate que meu marido fez logo que nos conhecemos. Era meu aniversário e eu estava hospedada na casa dele, no Rio. Naquela tarde chuvosa, ele entrou na cozinha, sem dizer nada, e não saiu mais. Como mal nos conhecíamos, fiquei na minha.

Para minha surpresa, quase uma hora depois ele apareceu com um bolo de chocolate fresquinho, ou melhor, quentinho e fofinho, acompanhado de café. Provei e gamei.

Um livro sobre a gula

A gula está presente na vida de quase todos nós e, como não poderia ser diferente, também está na literatura. Uma obra sobre o tema é O clube dos anjos, do escritor gaúcho Luis Fernando Veríssimo. O livro integra a coleção Plenos Pecados, que traz um título para cada um dos sete pecados capitais.

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