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Lançamento – Paviloche 25 anos

Todo livro tem um sabor diferente. Mas se for para falarmos em termos literais, este no qual contamos a história da Paviloche – marca de sorvete localizada em Joiville, Santa Catarina – dá água na boca de qualquer um. É que além de todos os ingredientes que constroem uma história, como coragem, perseverança, acertos, erros, lições e união, o fio condutor desta narrativa são essas delícias geladas!

Seu Jair e dona Ivete Pavinato rumaram da confecção de linhas e lãs que aqueciam as pessoas no inverno para a fábrica e lojas de sorvete que nos refrescam no verão (bom, e no friozinho também, por que não?). Mudaram do Rio Grande do Sul para Santa Catarina, onde recomeçaram quando já tinham mais de 40 anos. Construíram uma marca de sucesso que, além de completar 25 anos em 2015, é honrada pelos filhos do casal, Douglas, Doriane, Diógenes e Diego.

Celebramos por ouvir e contar mais uma história que agora está eternizada em livro! Está garantida a perenidade de tantas passagens que trazem significado para as atuais e próximas gerações, além de resignificar para aqueles que a vivenciaram desde seus primeiros anos. Que o futuro continue sendo próspero e saboroso!

Paviloche 01

Abaixo, o prólogo do livro Paviloche 25 anos – Uma história de sabor, harmonia e felicidade:

“Era uma tarde quente qualquer no distrito de Ipiranga, na pequena cidade de Getúlio Vargas localizada no interior do Rio Grande do Sul. A correria da gurizada era daquelas que dispara o coração de tanta liberdade. O menino, por volta dos seus sete anos, repleto de entusiasmo, brincava com os amigos ao redor de um bar onde, nos finais do dia, depois da jornada de trabalho, agricultores locais se encontravam para jogar conversa fora e tomar um trago.

Após a brincadeira, os garotos suados, invariavelmente entravam no estabelecimento e pediam aos pais uma moeda para comprar um picolé feito pelo próprio dono do lugar. Embora os colegas rodopiassem ao seu redor, naquele dia, como em tantos outros, o menino estava só. Ao seu lado não havia nem seu pai e nem ninguém que lhe oferecesse a delícia gelada. Ele, apesar de tentado, também não pedia. Enquanto todos se refrescavam, chupando picolé, a ele – entre seus sentimentos e silêncio – restava apenas chupar o dedo.

A ingrata privação trouxe um amadurecimento precoce para o menino, mas de forma alguma lhe roubou a alegria. Ao contrário, trouxe a determinação em ser alguém na vida, alguém feliz! Ali, Jair fez um acordo consigo mesmo: “Quem pagará meu picolé serei eu”. E assim foi.”

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A incerta certeza*

Por Frederico Boldrin F.

Dr. Heisenberg's Magic Mirror of Uncertainty, de Duane Michals, 1998.

Dr. Heisenberg’s Magic Mirror of Uncertainty, de Duane Michals, 1998.

Sabemos que aquele clichê de que a memória pode nos trair é verdadeiro. Além de não pensarmos de maneira cronológica tendemos a distorcer, mesmo que sem desejar, nossas velhas ou novas memórias. O escritor norueguês Karl Ove Knausgård, enorme sucesso em seu país e no mundo, narra em seis volumes – assim como Marcel Proust em Em busca do tempo perdido narra em sete – a história de sua vida. No 3° volume intitulado A Ilha da Infância, o autor mergulha em suas lembranças mais antigas de quando era uma criança em sua pequena cidade na Noruega. No começo do livro Knausgård diz que a lembrança é lançada por alguma coisa em direção ao vazio do esquecimento e que alguma coisa a distorce até torná-la irreconhecível. Para ele o que é lembrado de maneira correta jamais nos é dado a escolher.

O professor de neurociência da New York University, Pascal Wallisch poderia concordar com ele, já que afirma em uma matéria publicada no caderno Aliás, do jornal o Estado de S. Paulo, que não é surpresa o fato de que diferentes pessoas recriam o mundo exterior de diferentes maneiras. “O cérebro, em determinados momentos, está apenas supondo quando tenta perceber o mundo. Normalmente ele dispõe de informação para uma interpretação sem ambiguidade”.

Ao se escrever uma biografia, por exemplo, conseguimos identificar a importância de se ter diversos pontos de vista para construção da história. Sim, construção, já que nenhuma realidade física pode ser transportada para um texto com todas as suas complexidades. Essa construção é feita através de um mediador, no caso o escritor da história. Com diferentes pontos de vista sobre o mesmo personagem, ou o mesmo evento, conseguimos notar pontos em comum e assim a história pode ir se tornando cada vez mais próxima da realidade. É um processo de apuração jornalística, onde pesquisas e entrevistas podem nos dar boas respostas de como as coisas aconteceram. Lendo a autobiografia A Noite Da Arma do ex-colunista do New York Times David Carr, falecido em fevereiro de 2015, vemos o quanto a presença de diferentes pontos de vista é essencial.

Ao aprofundar suas investigações, Carr descobre que certos acontecimentos tiveram lugar apenas em sua cabeça, como na história que dá título ao livro, onde ele, após brigar com um amigo, vai até a casa dele para tirar satisfação. O amigo, assustado com o jeito truculento de David Carr, aparece com uma arma para espantá-lo. Quando o jornalista se reencontra com esse companheiro, anos depois do incidente, para entrevistá-lo no sentido de reconstruir o seu passado no livro, o amigo diz que quem estava com a arma não era ele, e sim Carr.

A construção de sua própria história pode ser muitas vezes transcendental; encontrar informações erradas que eram tidas como certas, ou certas que eram tidas como erradas, pode gerar um bom processo de análise ou até mesmo autoanálise, sempre em busca de melhorias, tanto para o biografado quanto para as pessoas ao seu redor.

* Artigo escrito a partir da dissertação para o Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo que está em andamento e será apresentado ao final deste ano na Universidade Mackenzie. 

O escritor Karl Ove Knausgård.

O escritor Karl Ove Knausgård.

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Escuta em ação!

Pav01

Uma grande etapa dos nossos livros é a que chamamos de imersão. É nela que conversamos com os envolvidos na história, vamos até eles e observamos também os lugares que os rodeiam. Para um livro empresarial não é diferente.

Desde o segundo semestre do ano passado A Biografias & Profecias tem ido a Joinville para contar uma história deliciosa!

Regina Rapacci Magalhães (à esquerda) e Frederico Boldrin Ferraciolli (à direita) passaram alguns dias lá ouvindo fundadores, colaboradores e parceiros desta empresa. A imersão contou também com um passeio pelos escritórios e produção. Todo este material – que ouvimos, observamos, sentimos… – será matéria-prima para um livro daqui alguns meses!

Mais para frente, contamos mais novidades…

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