Posts Marcados Com: biografias e profecias

Lançamento – Reminiscências

Um dos trabalhos que nos marcaram neste ano de 2016  foi o livro de comemoração ao centenário de Amélia Costalonga Varejão.

Este belo projeto familiar já havia sido iniciado há anos, escrito em forma de fragmentos de lembranças ditadas por Amélia e escritas por sua filha, Maris Stella. Com o tempo, as memórias foram complementadas por outros familiares, como um tecido de histórias.

Todas essas narrativas estavam transcritas em dois cadernos e os filhos de Amélia sentiam falta de uma formatação para esse registro. Hoje, quando a memória da protagonista já não alcança tantos detalhes, o registro está garantido. O livro, chamado Reminiscências, foi o grande símbolo da festa de aniversário de seus 100 anos de idade, na presença de netos e bisnetos. Além de conter todo esse registro por escrito, há fotos de Amélia e cada núcleo familiar de seus nove filhos.

Para deixar o trabalho ainda mais completo, fizemos uma segunda encadernação – esta de páginas em branco – com o nome Mensagens, especialmente para receberem as palavras dos convidados durante a festa (além dos novos capítulos dessa história a serem escritos a mão pelos filhos a partir de agora).

Fica aqui nossa gratidão à Amélia e família pelo privilégio de realizarmos mais este projeto!

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BP na Revista Vida Simples

Uma bela síntese do nosso trabalho feita pela Revista Vida Simples em 2011.

Revista Simples, setembro de 2011.

Revista Vida Simples, setembro de 2011.

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O assunto é casamento

Em nossas andanças, nos deparamos com esse cantinho especial chamado Casa Amarela Casamentos. Foi lá que, na semana passada, tivemos o privilégio de novos encontros enquanto expúnhamos nosso trabalho para casais que querem um registro literário de suas histórias.

E há algo ainda não dito sobre a celebração de casamentos? Certamente não, mas esse é um tema que nunca se esgota porque traz aquilo que move a vida: o AMOR!

E como as histórias de amor partem de encontros de outras histórias de vida, na Casa Amarela não foi diferente. As pessoas ali não estão e nem chegam por acaso. A diferença é que num mundo onde as celebrações agora contam com uma potente indústria, um grupo de profissionais no assunto, optou por seguir uma direção alternativa e oferecer aos noivos algo mais orgânico e artesanal, sem perder a excelência e espontaneidade.

Se pensarmos pela estrutura, há na celebração aspectos comuns a qualquer cerimônia: o espaço, o convite, os noivos (claro!), a comida, os trajes. Mas há algo que merece nunca ser esquecido: o propósito!

É ao redor do propósito e da essência desse amor e sendo coerente à identidade do casal e tudo que ele traz, que toda a proposta da Casa Amarela se desdobra, num processo não impositivo, mas inclusivo e participativo.

Quantas histórias ali são contadas? Muitas! A noiva traz a sua, o noivo a dele. Sem falar nos pais, padrinhos, amigos. Mas tem a história da florista que honra sua vocação e as flores, pensando em arranjos que melhor representem os noivos e encante os convidados; a da calígrafa e cerimonialista que imprime estilo e beleza onde sua letra toca e harmoniza todo o enredo da festa; a chef que desenvolve um cardápio que remete à memória, nutrindo as pessoas de corpo e alma; e tantas outras, como quem cuida dos docinhos com arte, até chegar à dos próprios anfitriões da Casa Amarela que decidiram abrir o espaço – que há onze anos celebra festas infantis – para também reverenciar o amor e tantos encontros de um jeito especial.

Assim, já que quem casa quer casa, a Casa Amarela está de portas abertas!

(Fotos por Viés Fotografia)

 

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Novo livro: Encontros que celebram a vida

Sabemos que dizer que se trata de um “projeto especial” já está ficando repetitivo na nossa história. Mas fazer o quê? Não podemos nos queixar desse nosso trabalho!

Então mais uma vez, afirmamos em alto e bom som: este foi um livro muito especial. Ficamos honrados em contar essa história que foi assim…

Em novembro do ano passado, fomos chamados pela família desta biografada, pois queriam presenteá-la em seu aniversário, no dia 28 de fevereiro. O tempo era curto, mas viável de se fazer algo do tamanho de uma bela homenagem. Conversamos com o marido, os filhos e com a própria protagonista da história, que, sem desconfiar de nada, nos contou um pouco sobre algumas passagens de sua vida. Em paralelo, colhemos depoimentos daqueles que cruzaram e que fazem parte de sua vida. Familiares, amigos, colaboradores…

A surpresa estava garantida!

Decidido que o livro viria dentro de uma caixa, a filha da biografada nos contou que a mãe adorava trabalhos em patchwork e conhecia uma costureira ideal para providenciar este tecido, que usamos para encapar o exterior da caixa. Na parte interna, um tecido menos espesso e mais neutro.

Compondo a narrativa de sua vida, o projeto gráfico contou com fotos de sua história e elementos gráficos que conversam com sua personalidade… No caso dela, algo suave e alegre, com pinceladas a presença de aquarelas. Dessa forma, aquarelas da própria homenageada ilustram os inícios de cada capítulo.

Foi um desafio para a família selecionar dezenas de fotos sem que ela percebesse. Mas valeu a pena!

 

 

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Lançamento: Figurinha – O Palhaço sobre rodas

É com muita alegria que noticiamos, para nossos respeitabilíssimos  leitores, a entrega de mais um projeto dentro da variedade de opções de formatos que os textos biográficos comportam. Alegria também estar no terceiro projeto do gênero com o Circo Navegador, que nesta realização contou com o importante apoio do Proac – lei estadual de incentivo à cultura.

Trata-se de uma revista que conta a biografia de Nelson Garcia, o Palhaço Figurinha, integrante de dois dos circos mais tradicionais e famosos do Brasil (o Garcia e o Piolim) nas décadas de 40 e 50.

Representante estelar da arte da diversão, Nelson Garcia iniciou a carreira sob a alcunha de Pinguim, antes de ser rebatizado pelo seu pai (o qual compreendemos perfeitamente, afinal, um pinguim nos trópicos só podia ser coisa de uma gigantesca Figura, epíteto suavizado pela quantidade de carinho que inspirava).

Com o advento da televisão, o circo – antes de ver sua arena virar antena – foi por muitos anos a maior fonte de entretenimento e cultura da sociedade, inclusive no Brasil, visitando e disseminando a sua magia tanto nas capitais quanto nas regiões mais recônditas do país.
Além de alimentar o aspecto lúdico intrínseco à natureza humana, o circo foi um dos laboratórios das primeiras experiências do que chamamos hoje de globalização. Não em referência ao Globo da Morte, que contava com a participação do Figurinha pedalando sua bicicleta em meio às motos de roncos selvagens que aceleravam a respiração e batimento cardíaco de toda a plateia. Mas sim pelo fato de ser um veículo de informação, que transitava levando todo um universo para as pequenas cidades. Sob a lona, o resultado da criação e convívio de artistas provenientes de várias etnias e ascendências como alemães, poloneses, russos, ciganos e dá-lhe etc.!

Imagine as experiências que essa comunhão podia proporcionar, ainda mais nas excursões que as companhias faziam pelo interior dos interiores em cidades do nordeste, por exemplo?

Figurinha, que hoje brilha nos picadeiros celestiais, também se caracterizava por uma completa adaptação entre as dimensões moderna e tradicional de um mundo em constante mudança. Se por um lado a TV diminuía o público do circo, por outro dava asas para Nelson Garcia, que aprendeu a consertar os aparelhos então futuristas, formando-se técnico em Rádio e Televisão e aproveitando sua habilidade plenamente desenvolvida em montar e desmontar seus outros engenhos: as bicicletas.

Outra amostra dessa capacidade se deu quando uniu a ancestral carreira de palhaço com uma atividade de vanguarda na década de 60: a de garoto propaganda, contratado pela Monark.RevistaFigurinha_capa

Igual know-how a Biografias & Profecias procura desenvolver em seus trabalhos biográficos ao fazer a ponte entre a memória e a contemporaneidade, seja de pessoas, famílias ou de empresas. Aliás, esta revista também vem para homenagear a família Garcia como um todo.

Revisitar o passado não é um exercício destinado a cultivar um saudosismo inócuo, mas sim a reavivar as fragrâncias das flores de nossos sentimentos ainda tenros, ainda brotos. Sim, esse pode ser o aroma do antigo, uma rosa perfumada de uma bela recordação. Assim, damos um passo para saber de onde viemos e quem somos, enquanto o “para onde vamos” vai se aproximando, sempre iminente e imanente.

“A alegria é o sinal pelo qual a vida marca o seu triunfo”
Alexis Carrel

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B&P na TV Vanguarda

Nossos meses de janeiro e fevereiro parecem ter seguido o ritmo de final de ano e as coisas por aqui não pararam.

Preparamos o fechamento de dois belos projetos (logo mais daremos notícias), mergulhamos na escrita e edição de mais dois livros e ainda tivemos a oportunidade de conversar com Carlos Abranches, em seu programa Vanguarda Comunidade, veiculado pela TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba.

O convite para Regina Rapacci falar sobre registro de memórias e histórias de vida foi uma alegria para nós. Além disso, tivemos o privilégio de reencontrar duas clientes que já passaram por nós e carregam hoje suas histórias (empresa e família) eternizadas no papel.

Sem mais delongas, aqui seguem os três blocos do programa:

Vanguarda_bloco01

Bloco 01

Vanguarda_bloco02

Bloco 02

Vanguarda_bloco03

Bloco 03

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Lançamento de livro: “Uma vez Caramuru…”

Sempre alerta!

Não podemos deixar o mês de novembro passar sem compartilhar mais um projeto que realizamos e que teve seu lançamento ainda no começo do mês, numa data muito especial para este grupo.

Em meados de 2015, o Grupo Escoteiro Caramuru nos chamou para ajudá-los a realizar o livro comemorativo dos seus 60 anos. Eles já haviam colhido grande parte dos depoimentos das pessoas que fizeram parte de sua história, e principalmente daqueles que hoje trabalham com dedicação para manter o espírito do grupo. São pais, mães, simpatizantes, além dos próprios jovens escoteiros.

Diante daquela série de depoimentos, cada um à sua maneira, prezando por detalhes, momentos de descontração ou relatos mais sérios e factuais, nos colocamos no desafio de ordenar a história, encontrar um roteiro e uma linguagem equilibrada.

Além disso, passamos por algumas reuniões para entender melhor alguns termos do escotismo, além do vocabulário japonês. Sim! É que este grupo é característico por ter sido originado na comunidade de imigrantes japoneses em São Paulo. Uma das figuras mais importantes da história é Ryozo Osoegawa, conhecido carinhosamente como Chefão.

E foi na celebração do aniversário de falecimento deste líder, que em 2015 completa 20 anos, que o Grupo Escoteiros Caramuru escolheu para o lançamento do livro Uma vez Caramuru…

A festa ocorreu acompanhada de bolos, frutas, salgados e os saborosos doces de nozes e quindim. Diversas gerações confraternizaram e apreciaram as histórias, predominantemente contadas por gerações mais antigas de escoteiros. Uma dessas histórias foi relembrada pelo querido Buda, que chegou a arrancar risos da plateia. Contou ele que em sua época de escoteiro estava se escondendo de um grupo rival junto aos amigos. Era necessário que todos ficassem em silêncio para que não fossem descobertos, porém um deles acabou soltando um pum que desencadeou uma série de altas risadas revelando o pequeno grupo aos adversários. Depois dos risos, deixou um emocionante recado para as próximas gerações.

Com muitos cantos e gritos de guerra, ao final os lobinhos, pioneiros e seniores formaram rodas e pularam girando para celebrar além de tudo o forte laço entre eles, característica marcante do grupo. Mesmo com o clima nublado e fresco, a chama da união se mantinha acesa e aquecendo a todos, como uma grande fogueira.

Para nós, mais um dever cumprido!

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Compartilhamos aqui um trecho do livro que destaca essa união tão presente no Grupo de Escoteiros Caramuru, quando fala sobre um dos trabalhos de artesanato:

“Tradicionalmente, as mães do Artesanato doam duas colchas de patchwork confeccionadas durante todo o ano, montadas pedaço por pedaço e rifadas no Bazar. Longe de ser somente um bonito prêmio para os vencedores do sorteio, esses itens retratam o compromisso e o senso da união escoteira: todos os pais e mães colaboram na costura dos pedaços de tecidos, geralmente doados ao grupo – uma tradição iniciada pela saudosa Paula Hori.

Certa vez, alguém perguntou: “Por que são cortados pedaços tão pequenos de tecido para fazer uma colcha tão grande, quando seria muito mais fácil concluí-la se os pedaços fossem maiores?” A resposta estava no próprio resultado: ‘É que um grande trabalho se faz a partir de pequenos pedaços e muitas mãos.'”

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Lançamento – Paviloche 25 anos

Todo livro tem um sabor diferente. Mas se for para falarmos em termos literais, este no qual contamos a história da Paviloche – marca de sorvete localizada em Joiville, Santa Catarina – dá água na boca de qualquer um. É que além de todos os ingredientes que constroem uma história, como coragem, perseverança, acertos, erros, lições e união, o fio condutor desta narrativa são essas delícias geladas!

Seu Jair e dona Ivete Pavinato rumaram da confecção de linhas e lãs que aqueciam as pessoas no inverno para a fábrica e lojas de sorvete que nos refrescam no verão (bom, e no friozinho também, por que não?). Mudaram do Rio Grande do Sul para Santa Catarina, onde recomeçaram quando já tinham mais de 40 anos. Construíram uma marca de sucesso que, além de completar 25 anos em 2015, é honrada pelos filhos do casal, Douglas, Doriane, Diógenes e Diego.

Celebramos por ouvir e contar mais uma história que agora está eternizada em livro! Está garantida a perenidade de tantas passagens que trazem significado para as atuais e próximas gerações, além de resignificar para aqueles que a vivenciaram desde seus primeiros anos. Que o futuro continue sendo próspero e saboroso!

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Abaixo, o prólogo do livro Paviloche 25 anos – Uma história de sabor, harmonia e felicidade:

“Era uma tarde quente qualquer no distrito de Ipiranga, na pequena cidade de Getúlio Vargas localizada no interior do Rio Grande do Sul. A correria da gurizada era daquelas que dispara o coração de tanta liberdade. O menino, por volta dos seus sete anos, repleto de entusiasmo, brincava com os amigos ao redor de um bar onde, nos finais do dia, depois da jornada de trabalho, agricultores locais se encontravam para jogar conversa fora e tomar um trago.

Após a brincadeira, os garotos suados, invariavelmente entravam no estabelecimento e pediam aos pais uma moeda para comprar um picolé feito pelo próprio dono do lugar. Embora os colegas rodopiassem ao seu redor, naquele dia, como em tantos outros, o menino estava só. Ao seu lado não havia nem seu pai e nem ninguém que lhe oferecesse a delícia gelada. Ele, apesar de tentado, também não pedia. Enquanto todos se refrescavam, chupando picolé, a ele – entre seus sentimentos e silêncio – restava apenas chupar o dedo.

A ingrata privação trouxe um amadurecimento precoce para o menino, mas de forma alguma lhe roubou a alegria. Ao contrário, trouxe a determinação em ser alguém na vida, alguém feliz! Ali, Jair fez um acordo consigo mesmo: “Quem pagará meu picolé serei eu”. E assim foi.”

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B&P na Universidade Mackenzie

Em setembro fomos surpreendidos com mais um delicioso convite: participar da Semana da Comunicação do Mackenzie. O tema do bate-papo com os alunos do curso não poderia ser mais apaixonante para nós: jornalismo e literatura. E a alegria se completou ainda mais quando soubemos quem seria nosso parceiro nesta discussão: Edvaldo Pereira Lima.

A composição veio expor um feliz vínculo: Edvaldo, referência no assunto, com uma trajetória e contribuição internacional em termos teóricos e práticos; e eu, que há dez anos me formei no Mackenzie e pude levar aos alunos de hoje mais um exemplo de atuação no mercado de jornalismo e produção literária.

Uma das fontes das quais bebemos é Jornalismo Literário, que carrega em suas bases as relações humanas e um texto que reverencia com respeito as histórias narradas pelos personagens que a vivenciaram – algo que a mídia convencional se esqueceu de praticar nas últimas décadas. Foi sobre a conduta e o papel do jornalista que Edvaldo iniciou sua exposição de ideias, levando um horizonte mais amplo aos jovens que sonham em trilhar uma trajetória na literatura de não ficção.

Foi um presente estar ao lado deste que habita as bibliografias dos cursos de jornalismo e que foi também um dos meus mestres na pós-graduação em Jornalismo Literário – de fato, uma das referências na forma de se escrever e na proposta de um fazer mais humanizado e ético para o leitor.

Assim, abordamos também o próprio trabalho da Biografias & Profecias, que atende ao desejo (necessidade) ancestral que o ser humano tem em narrar, compreender e anunciar para os outros sua história ou histórias que o inspiram. Com isso, levamos alguns dos nossos livros e compartilhamos trechos de nossos trabalhos.

Mais do que a satisfação diária que temos em eternizar memórias, esta tarde nos alimentou ainda mais com o prazer de compartilhar nossa experiência. Que novas gerações se despertem para esta prática ancestral que hoje tem todos os recursos para que se realize com arte e perenidade. À Universidade Mackenzie, minha gratidão por este privilégio!

Fred Linardi

Fred Linardi, Edvaldo Pereira Lima e Marcelo Lopes, professor de jornalismo do Mackenzie e mediador da conversa.

Fred Linardi, Edvaldo Pereira Lima e Marcelo Lopes, professor de jornalismo do Mackenzie e mediador da conversa.

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Lançamento de livro: Semeando sonhos

IMG_9177_reduzidaCelebramos na semana passada o lançamento de mais uma biografia, agora do querido José Nicodemos Pereira Lopes.

Este livro foi assim: em janeiro de 2014 marcamos o primeiro encontro com aquele que seria nosso próximo biografado: tratava-se de um engenheiro, um perito, um professor da FEI. Aos sessenta e poucos anos, ele queria deixar registrada sua história e a história de suas origens humildes para o seus filhos e garantir que essa trajetória não se apagasse para as gerações seguintes. Nicodemos já tinha este sonho há tempos, observando a riqueza de sua trajetória e ciente de que em algumas culturas é muito comum as famílias terem um livro com o registro de suas histórias.

Essa premissa é o que o rege também o nosso trabalho e – por mais que algumas pessoas estranhem a biografia de alguém “comum”, ou seja, que não está entre as celebridades que vemos na TV ou nas revistas – o ensejo não nos soou estranho. Para nós, que trabalhamos com histórias de vida, não existem pessoas “comuns”.

A surpresa, na verdade, veio quando nos deparamos com aquele senhor que nos abriu a porta de seu escritório naquela manhã.

Como observadores das palavras ditas, mas também das não ditas, ficamos surpesos com a simplicidade do Nicodemos. Se tínhamos uma imagem pré-concebida de um engenheiro, mestre, perito oficial da Justiça, cidadão são-bernardense… aquele pré-conceito caiu por terra naquele instante. E então uma imagem nova, original, começou a se mostrar como tinta fresca em nosso papel em branco quando Nicodemos, com sua voz doce e espírito calmo, começou contar sobre sua vida, começando pela infância. A poeira, o pé no chão e o sonho alto. Ah, e sua risada incomparável!

De uma hora para outra, nos sentimos em casa. “O Nordestino é um poeta, é um artista”, ele nos disse logo no primeiro encontro, quando contou sobre seus pais e pessoas que conhecia. E nos deparamos então com exímio contador de histórias.

E contar histórias não é fácil. Organizar uma vida toda e pensar na maneira de conduzir o leitor é um processo cuidadoso, repleto de armadilhas – sejam as armadilhas da memória ou dos próprios fatos – que são muito particulares de cada livro.

IMG_20150904_200852101_reduzidaNicodemos, em especial, foi um grande companheiro do nosso trabalho. Apaixonado pela história, confiou a nós a realização deste livro, cuja matéria-prima foi generosamente entregue por eleseus familiares e amigos de diferentes épocas e contextos. Portanto ficam os agradecimentos também a todos aos quais pudemos escutar e que compartilharam trechos dessa história. Muitas dessas histórias, contadas com envolvimento e paixão, facilitaram significativamente o trabalho da escrita.

Quando o processo de um livro deste se conclui, não é raro ouvirmos afirmativas do tipo “puxa, fomos até vocês para fazer um livro, mas jamais imaginávamos a experiência que vem junto deste resgate todo!”. No final, o livro acaba sendo mesmo o resultado de um grande mergulho na memória de cada um dos entrevistados, além de toda a emoção ao revisitar fotos, cartas e até mesmo o reencontro entre pessoas que há muito não se viam.

Esperamos que a satisfação de Nicodemos, seus familiares e amigos tenha sido tão grande quanto a da Biografias & Profecias, de fazermos parte deste rico processo biográfico.

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A editora Regina Rapacci Magalhães com Nicodemos Pereira Lopes, o biografado, e Fred Linardi, autor do livro.

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Início do primeiro capítulo.

 

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