Gente

B&P na Universidade Mackenzie

Em setembro fomos surpreendidos com mais um delicioso convite: participar da Semana da Comunicação do Mackenzie. O tema do bate-papo com os alunos do curso não poderia ser mais apaixonante para nós: jornalismo e literatura. E a alegria se completou ainda mais quando soubemos quem seria nosso parceiro nesta discussão: Edvaldo Pereira Lima.

A composição veio expor um feliz vínculo: Edvaldo, referência no assunto, com uma trajetória e contribuição internacional em termos teóricos e práticos; e eu, que há dez anos me formei no Mackenzie e pude levar aos alunos de hoje mais um exemplo de atuação no mercado de jornalismo e produção literária.

Uma das fontes das quais bebemos é Jornalismo Literário, que carrega em suas bases as relações humanas e um texto que reverencia com respeito as histórias narradas pelos personagens que a vivenciaram – algo que a mídia convencional se esqueceu de praticar nas últimas décadas. Foi sobre a conduta e o papel do jornalista que Edvaldo iniciou sua exposição de ideias, levando um horizonte mais amplo aos jovens que sonham em trilhar uma trajetória na literatura de não ficção.

Foi um presente estar ao lado deste que habita as bibliografias dos cursos de jornalismo e que foi também um dos meus mestres na pós-graduação em Jornalismo Literário – de fato, uma das referências na forma de se escrever e na proposta de um fazer mais humanizado e ético para o leitor.

Assim, abordamos também o próprio trabalho da Biografias & Profecias, que atende ao desejo (necessidade) ancestral que o ser humano tem em narrar, compreender e anunciar para os outros sua história ou histórias que o inspiram. Com isso, levamos alguns dos nossos livros e compartilhamos trechos de nossos trabalhos.

Mais do que a satisfação diária que temos em eternizar memórias, esta tarde nos alimentou ainda mais com o prazer de compartilhar nossa experiência. Que novas gerações se despertem para esta prática ancestral que hoje tem todos os recursos para que se realize com arte e perenidade. À Universidade Mackenzie, minha gratidão por este privilégio!

Fred Linardi

Fred Linardi, Edvaldo Pereira Lima e Marcelo Lopes, professor de jornalismo do Mackenzie e mediador da conversa.

Fred Linardi, Edvaldo Pereira Lima e Marcelo Lopes, professor de jornalismo do Mackenzie e mediador da conversa.

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Uma tarde no Uncollege Brasil

ILHABELA

Quando fomos convidados para uma tarde de conversa com os jovens do Uncollege Brasil, ficamos surpresos e lisonjeados! Imagine uma turma entre 18 e 31 anos, que já sacou que aquilo que se aprende no banco da escola ou da universidade é muito pouco perto do que se pode aprender também fora.

Uma coisa não precisa limitar a outra e agora ali estão eles, num ano sabático (ou gap year), concluindo uma imersão de três meses numa casa em Ilhabela onde, além de autoconhecimento, aprendem melhor a aprender, fazer escolhas, descobrir buscando o que podem ofertar para o mundo, criar laços, saltar para a vida!

Enquanto estamos acostumados a nos reunir com pessoas mais maduras que olham para sua trajetória já com maior distância, do “alto da montanha”, naquele dia, a conversa foi sobre a escalada que estão começando a empreender e o que os espera.

Conversamos sobre a visão antroposófica de desenvolvimento humano, salpicada com a Jornada do Herói. Então, demos uma pincelada sobre escrita criativa e mapa mental até que – depois de respirar fundo! – nos lançamos num delicioso exercício prático.

Quando compartilhamos os textos, nos deparamos com cenas raras, personagens preciosos, alegria, gratidão e saudade. Tudo que eu queria é que o tempo parasse um pouquinho para eu mergulhar mais em todas aquelas histórias. Eu também tinha muito a aprender com eles.

uncollege turmaÀs vésperas do encerramento da primeira fase do programa, estavam prestes a se separar, cada um com seus respectivos desafios, embarcando para países diferentes.

A conexão que senti ali foi tão grande que acabei – como disse a própria Eni, integrante da equipe de mentores – carinhosamente adotada como a Tia Rê, alguém que agora faz parte da torcida, ávida para daqui uns anos ouvir o que terão para contar.

Certamente João, Ana, Mavi, Virginia, Emanoel e Carol farão diferença por onde passarem. Para mim, já fizeram.

Eni Selfo, Jessica Sato, Lucas Coellho e Giovana Moraes, foi um prazer estar com vocês!

Regina Rapacci Magalhães

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Minha vida

Minha vida” – Rita Lee

Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei.

Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais.

Tem pessoas que a gente
Não esquece, nem se esqueceu
O primeiro namorado
Uma estrela da TV
Personagens do meu livro
De memórias
Que um dia rasguei
Do meu cartaz
Entre todas as novelas
E romances
De você me lembro mais.

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais.

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Natasha

Natasha (Dinho Ouro preto e Alvin L)

Tem 17 anos e fugiu de casa
Às sete horas na manhã no dia errado
Levou na bolsa umas mentiras pra contar
Deixou pra trás os pais e o namorado

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar

Pelo caminho, garrafas e cigarros
Sem amanhã, por diversão, roubava carros
Era Ana Paula, agora é Natasha
Usa salto quinze e saia de borracha

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar

O mundo vai acabar
E ela só quer dançar
O mundo vai acabar
E ela só quer dançar, dançar, dançar

Pneus de carros cantam
Thuru, Thuru, Thuru, Thuru…

Tem sete vidas mas ninguém sabe de nada
Carteira falsa com a idade adulterada
O vento sopra enquanto ela morde
Desaparece antes que alguém acorde

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar

Cabelo verde, tatuagem no pescoço
Um rosto novo, um corpo feito pro pecado
A vida é bela, o paraíso é um comprimido
Qualquer balaco ilegal ou proibido

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar

O mundo vai acabar
E ela só quer dançar
O mundo vai acabar
E ela só quer dançar, dançar, dançar

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Gente

Gente (Caetano Veloso)

Gente olha pro céu
Gente quer saber o um
Gente é o lugar
De se perguntar o um
Das estrelas se perguntarem se tantas são
Cada estrela se espanta à própria explosão
Gente é muito bom
Gente deve ser o bom
Tem de se cuidar
De se respeitar o bom
Está certo dizer que estrelas
Estão no olhar
De alguém que o amor te elegeu
Pra amar
Marina, Bethânia, Dolores,
Renata, Leilinha,
Suzana, Dedé
Gente viva, brilhando estrelas
Na noite
Gente quer comer
Gente que ser feliz
Gente quer respirar ar pelo nariz
Não, meu nego, não traia nunca
Essa força não
Essa força que mora em seu

Coração
Gente lavando roupa
Amassando pão
Gente pobre arrancando a vida
Com a mão
No coração da mata gente quer
Prosseguir
Quer durar, quer crescer,
Gente quer luzir
Rodrigo, Roberto, Caetano,
Moreno, Francisco,
Gilberto, João
Gente é pra brilhar,
Não pra morrer de fome
Gente deste planeta do céu
De anil
Gente, não entendo gente nada
Nos viu
Gente espelho de estrelas,
Reflexo do esplendor
Se as estrelas são tantas,
Só mesmo o amor
Maurício, Lucila, Gildásio,
Ivonete, Agripino,
Gracinha, Zezé
Gente espelho da vida,
Doce mistério

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Disparada


Disparada (Geraldo Vandré)

Prepare o seu coração
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar…

Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
A morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo pra consertar…

Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu…

Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei…

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei…

Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente…

Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto pra enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu…

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei

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Para todos

Paratodos (Chico Buarque)

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro

Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas

Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro

Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho

Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto

Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro

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No dia do Rock… Marvin

Marvin

Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro
Era um grande coração
Ganhava a vida
Com muito suor
E mesmo assim
Não podia ser pior
Pouco dinheiro
Prá poder pagar
Todas as contas
E despesas do lar…

Mas Deus quis
Vê-lo no chão
Com as mãos
Levantadas pro céu
Implorando perdão
Chorei!
Meu pai disse:
“Boa sorte”
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse:
“Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer”…

E três dias depois de morrer
Meu pai, eu queria saber
Mas não botava
Nem os pés na escola
Mamãe lembrava
Disso a toda hora…

E todo dia
Antes do sol sair
Eu trabalhava
Sem me distrair
Às vezes acho que
Não vai dar pé
Eu queria fugir
Mas onde eu estiver
Eu sei muito bem
O que ele quis dizer
Meu pai, eu me lembro
Não me deixa esquecer
Ele disse:
“Marvin, a vida é prá valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino
Eu sei de cor”…

E então um dia
Uma forte chuva veio
E acabou com o trabalho
De um ano inteiro
E aos treze anos
De idade eu sentia
Todo o peso do mundo
Em minhas costas
Eu queria jogar
Mas perdi a aposta.

Trabalhava feito
Um burro nos campos
Só via carne
Se roubasse um frango
Meu pai cuidava
De toda a família
Sem perceber
Segui a mesma trilha
E toda noite minha mãe orava
Deus!
Era em nome da fome
Que eu roubava
Dez anos passaram
Cresceram meus irmãos
E os anjos levaram
Minha mãe pelas mãos
Chorei!
Meu pai disse:
“Boa sorte”
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse:

“Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer”
“Marvin, a vida é prá valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor”

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Milton e Maria

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Que venham as festas de junho…

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