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A Jornada da Heroína

Deusa Inana

Deusa Inana

 

Os contos de fadas e as histórias mitológicas nos habitam de alguma forma. Ao longo da vida, ao sair de um ponto em direção a outro, podemos protagonizar jornadas dignas de heróis, sejamos homens ou mulheres.
Um dos maiores estudiosos no assunto foi Joseph Campbell, uma das inspirações da Biografias & Profecias.

Leiam abaixo uma reflexão sobre uma relação entre a Jornada do Herói e uma possível Jornada da Heroína, neste trecho extraído do livro Jornada do Herói, de Monica Martinez.

“Há diferença na construção de histórias femininas em relação às masculinas? A Jornada do Herói se difere substancialmente da Jornada do Herói?
O fato é que nem Joseph Campbell, o idealizador da narrativa mítica, nem Christopher Vogler, que a adaptou para o cinema, trataram do tema. Nos Estados Unidos, quem se dedicou a esta pesquisa foi a psicóloga Maureen Murdock (1990). A autora teve a oportunidade de questionar Campbell:

         Meu desejo de entender como a Jornada da Heroína se relaciona à Jornada do Herói levou-me a conversar com Joseph Campbell em 1981. Eu sabia que os estágios da Jornada da Heroína incorporavam aspectos da Jornada do Herói, mas eu sentia que o foco do desenvolvimento espiritual feminino era o de curar a divisão interna entre a mulher e sua natureza feminina. Eu queria ouvir a opinião de Campbell. Fiquei surpresa quando ele respondeu que as mulheres não necessitavam fazer a jornada. ´Em toda a tradição mitológica, a mulher é. Tudo que ela tem a fazer é conscientizar-se que está no lugar onde as pessoas estão tentando chegar. Quando uma mulher percebe esta característica maravilhosa, ela não fica confusa com a noção de ser um pseudo-macho´.

 

Murdock ficou aturdida com a resposta, que considerou profundamente insatisfatória… A psicóloga faz uma leitura superficial da fala de Campbell. Em momento nenhum em sua obra ele diz que as mulheres não empreendem a Jornada. Inúmeros mitos citados pelo autor, como o de Inana, a deusa sumérica, têm como protagonistas mulheres, donde se deduz que estas empreendem Jornadas tanto quanto os homens.

De qualquer forma, Murdock desenvolve sua visão da Jornada da Heroína, que tem como ponto forte a observação de que as mulheres que empreendem a Jornada do Herói nos moldes masculinos saem do desafio com um gosto amargo na boca.
Para ela, a mulher não mais precisa provar sua competência no mundo dos negócios, o que já foi consolidado pelas gerações anteriores. Em outras palavras: não é mais preciso se apropriar dos atributos masculinos, como fizeram por uma questão de necessidade as mulheres nas décadas de 1960 a 1980.
O desafio agora é promover a religação com sua natureza feminina…”

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